Pesquisa sobre artropodofauna no Meliponário

Hoje pela manhã recebemos a primeira visita do pesquisador Bruno Polizello. Ele está cursando pós-graduação na UNESP de Rio Claro, no Instituto de Biociências. O Meliponário Tapajós será objeto de estudo para sua Monografia de conclusão de curso.

O tema da sua monografia é esse: Levantamento da artropodofauna associada às colônias de diferentes espécies de abelhas sem ferrão no Meliponário Tapajós em Vinhedo-SP.

Basicamente o objetivo da pesquisa é discutir as possíveis relações ecológicas, harmônicas e/ou desarmônicas, existentes entre a fauna de artrópodes encontrada nas caixas de abelhas sem ferrão ou no seu entorno na área do Meliponário.

É uma grande satisfação colaborar para a evolução do conhecimento científico da meliponicultura a partir do manejo racional que cultivamos aqui no Meliponário. Assim que a pesquisa ganhar corpo divulgamos mais novidades por aqui.

 

 

Lei sobre proteção de Abelhas Nativas é promulgada em Vinhedo.

A Lei que dispõe sobre o resgate, a captura e a remoção de abelhas silvestres nativas visando à sua proteção no município de Vinhedo idealizada por Gustavo Lassala, criador de abelhas nativas em Vinhedo, assessorada pelo advogado ambiental e meliponicultor, Hussein Jaruche Neto, apoiada, assessorada e apresentada pelo Vereador Rodrigo Paixão na Câmara de Vinhedo em 22/05/2017, foi promulgada hoje, 29/06/2017, pelo prefeito Jaime Cruz por meio do Boletim Municipal.

Lei n.º 3.758, de 13 de junho de 2017
http://www.vinhedo.sp.gov.br/download/ano-7-edicao-352-29-de-junho-de-2017/

É largamente conhecido que as abelhas nativas sem ferrão tem um importante trabalho para viabilizar 1/3 dos alimentos que consumimos, no equilíbrio dos ecossistemas e preservação da biodiversidade. Podendo ser manejadas racionalmente para preservação, educação ambiental, retirada de insumo, como animal de estimação sem qualquer risco para saúde e por qualquer pessoas em qualquer fase da vida pois não apresentam riscos por possuírem ferrão atrofiado.

O projeto de Lei tem uma característica singular e promove Vinhedo como referência na proteção desses importantes insetos pois como é sabido as abelhas vem sofrendo desaparecimento e morte em massa devido ao uso indiscrimado de agrotóxicos e ações predatórias do homem.

Gostariamos de agradecer os meliponicultores que também apoiaram essa empreitada: Gabriel Sterzeck de Vinhedo, Névio Savieto de Jundiaí e Jean Locatelli de Santa Catarina.

Referências:

Em Sessão com interrupções, Câmara aprova projeto de proteção a abelhas silvestres nativas

Em Sessão com interrupções, Câmara aprova projeto de proteção a abelhas silvestres nativas

Vídeo com discurso do Vereador Rodrigo Paixão sobre o projeto de Lei

Vídeo editado pela TV Câmara, mostrando a importância das abelhas nativas.

 

 

 

 

 

 

Entrada intercambiável de material reciclável.

Todo Meliponicultor sempre tem a mão sobras de madeira proveniente da confecção de caixas e tem ou encontra com facilidade garrafas pet das mais diversas: água, refrigerante, suco, etc. Alguém acabou juntando essas duas coisas para formar um apetrecho interessante para o manejo de abelhas, em especial, a Mandaçaia. Chamo ele aqui de: “Entrada intercambiável de material reciclável”.

Não sei precisar a origem, mas lembro, em especial, de ter visto imagens da invenção no blog do criador Lúcio Pivoto e no facebook do Castorino Carvalho, que faz uso do dispositivo em iscas para Mandaçaia e depois transfere para a caixa junto com o enxame, tendo a vantagem de ter a entrada formada de geopropolis intacta.

Resolvi colocar o dispositivo pela primeira vez em prática por dois motivo: a reciclagem e a facilidade de intercâmbio que o sistema permite. No processo de reciclagem, a vantagem é reaproveitar parte de garrafas pet, pois o bocal delas tem em sua maioria um diâmetro comum e reaproveitar restos de madeira. A vantagem de se intercambiar as entradas entre as caixas é rosquear o cone “virgem” em uma caixa forte, deixar com que confeccionem a entrada e depois retirar e rosquear essa entrada em um enxame novo ou fraco. Acredito que esse sistema pode substituir o tradicional túnel de entrada feito de madeira, inclusive, pois acaba formando um túnel perpendicular a entrada da caixa de cerca de 5cm. Ou seja, uma entrada intercambiável pode fornecer proteção contra predadores como lagartixa, forídeos, formigas, facilitar a recuperação de enxames e ajudar nas divisões de enxames.

Abaixo os primeiros três passos para confeccionar o dispositivo.
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Usando uma cola com secagem rápida é possível deixar essa parte pronta em poucas horas, podendo até fixar em uma caixa com enxame já instalado no mesmo dia. Repare na foto que a parte branca é a cola, optei por deixar a tampa um pouco saliente em relação ao nível da madeira.

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Abaixo os passos finais para confecção e instalação da entrada intercambiável.

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Por fim, uma foto da entrada instalada e com um dia de uso em um enxame matriz de Mandaçaia MQA do Meliponário. Perceba que elas fizeram a entrada com muita eficiência em cerca de 24 horas, a dica é que além de usar um enxame com boa população de abelhas, o clima ajuda, nessa caso o dispositivo foi fixado propositadamente em um dia chuvoso, como a prateleira fica em um local com chão de terra a oferta de barro foi providencial. No detalhe as aperárias trabalhando na confecção da entrada.

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Abaixo uma imagem mais distante da entrada instalada na caixa.

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Malpighiaceae

A gente começa a criar abelha e passa a reparar em tudo quanto é tipo florada. Esse ano notei um tipo de flor que até então não tinha reparado. Ela cobre as bordas da mata trepando nas árvores com um bonito amarelo. Como sou totalmente ignorante em botânica, tirei algumas fotos e postei num grupo de identificação botânica no Facebook. Sabe quanto você tem a impressão de ter visto aquela flor de algum lugar, pois é, a pequena flor era da família da acerola: Malpighiaceae. Abaixo algumas fotos que fiz para ajudar na identificação.

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Acho fascinante esse processo de descoberta e identificação de plantas Nativas, mas como não possuo conhecimento nem instrumentos, foi auxiliado por Adriano Cicco Maruyama, pessoa que não conheço e sequer sou amigo do Facebook, mas é assim mesmo, esse é um dos pontos bons de se viver na sociedade do conhecimento mediada pela internet.

Após identificar a flor, minha curiosidade foi saber se minhas abelhas estão tirando benefício direto dessa florada, em pesquisa rápida no google, identifiquei esse artigo cientifico “Polinização da Aceroleira (Malpighia emarginata)” de Kátia Maria Medeiros de Siqueira (http://www.cpatsa.embrapa.br:8080/public_eletronica/downloads/SDC229.pdf). No referido trabalho tomei um pouco de conhecimento sobre essa espécie, visto que não achei nada sobre a trepadeira (Liana) que identifiquei. De acordo com a autora as espécies de abelhas que agiram como polinizadoras foram: Centris aenea, C. (Ptilotopus) maranhensis, C. tarsata, C. trigonoides e C. obsoleta. Quer dizer, nada de Meliponas e Trigonas, -as espécies que crio. Em outro trecho do texto “A FamÌlia Malpighiaceae destaca-se por apresentar muitas espécies que oferecem Óleos florais como recompensa aos visitantes, em lugar de néctar (VOGEL, 1974).” Ou seja, nada de néctar também.

No entanto, tenho pra mim que já observei ao menos trigonas na florada da acerola que tenho no quintal de casa, embora não me recorde com certeza. Outro aspecto que me motiva a continuar a pesquisa é que é uma florada muito exuberante (fevereiro/março) e que precede a florada de “Cipó-Uva”. Infelizmente as flores estão em árvores muito num trecho de mata muito denso perto de casa o que não permite a entrada para observação.

De acordo com Rafael Felipe de Almeida, no grupo identificação botânica essa espécie é a Stigmaphyllon lalandianum A.Juss. Inclusive ele está terminando um guia pra stigmaphyllon do Brasil.

O funcionamento da postura da Mandaçaia.

Curioso por saber como funciona a postura das minhas colmeias de Mandaçaia MQA resolvi recorrer aos colegas do Fórum Abena pelo Facebook e por e-mail. O resultado foi bem interessante.

A primeira etapa foi “cercar o problema”, ou seja, formular a pergunta de modo específico. A pergunta foi formulada da seguinte forma: Gostaria de saber se alguém conhece algum estudo ou já observou na espécie Mandaçaia o tempo que a rainha e sua casta levam para iniciar e finalizar uma POSTURA?. Principalmente numa divisão nova. Ou seja, quanto tempo levaria do início ao fim a primeira postura, o início da segunda, depois a terceira e assim por diante…

Resumindo: A partir do início da postura, quanto tempo demora para finalizar um andar de postura e subir para o outro?

O professor David Aidar recomendou artigos dos professores Dr Ronaldo Zuchii e Dra Luci Bego. A pesquisa pelo Lattes dos mesmos mostrou artigos sobre o temas, mas muito antigos o que impossibilitou achar algo em pdf na busca pelo Google.

Consultando o livro do Prof. Warwick Estevam Kerr, baseado em sua tese de Doutorado defendida em 1948, sob o título “Estudos Sôbre o Gênero Melipona”, encontrei na página 193 que a Mandaçaia MQA em 44 dias produz 596 ovos. Entre 13 e 22 ovos por dia.

Segundo o livro a Mandaçaia do Prof. Aidar (1996, p. 22) um favo de 6cm tem 150 células.

Considerando o favo médio de postura nova de 6cm com 150 células e valor médio de 17 ovos por dia, conclui inicialmente que o intervalo estimado entre um ciclo de postura e outro pode ser de 150/17= 9 dias.

Nesse meio tempo em que pesquisei por conta a informação apareceram algumas informações interessantes na lista de discussão por e-mail.

O Meliponicultor Eurico Novy de Sabará – MG, sugeriu a seguinte fórmula:

(Média da quantidade de abelhas  de uma espécie, dividido, pela quantidade (média)de dias de vida das abelhas) mais 20% (Zangões e princesas). Vejamos um exemplo:  600 mandaçaias (média) dividido por 50 (média) dias = 12 posturas dia (média)12 posturas dia mais 20% = 14,4 posturas dia. Então seria aceitável uma hipótese de que uma rainha de mandaçaia (MQA) tenha uma postura média (em condições ideais) de 15 ovos por dia.

O Meliponicultor Marcelo de Mogi-Mirim -SP,

Olha a postura da rainha depende das abelhas novas elas que produzem alimento larval e alimenta a rainha quanto mais tiver delas mais a rainha acelera a postura, desde que se tenha campeiras e condições favoráveis. Rainhas de mandaçaias MQA por dia faz postura de +/- 20 células dia enxame fraco, +/- 30 médio e +/- 40 a 50 forte. Discos de cria em qualquer enxame a rainha faz 1 disco a cada 4 a 5. Valores médios, mas bons manejos e tempo pra lidar da pra fazer a rainha fazer 1 disco com 350 crias a cada 2 dias durante 1 semana. Outro detalhe importante as Rainhas de todas especies não fazer a postura por disco e sim em forma hexagonal/cônica piramidal sempre nas extremidades e de baixo pra cima, raras vezes faz a postura de forma helicoidal, mas também de baixo pra cima.

O Português João Cappas, complementou a partir do comentário do Marcelo: Mas para isso ocorrer a rainha colocar tantos ovos ela tem de comer muitos ovos alimentares , ou seja tem de ter muitas obreiras a colocar ovos para ela comer para ela fabricar os dela a tempo de fazer 14, 4 ovos dia . Uma rainha de Mandaçaia pode colocar esses ovos por dia mas o normal é menos . São muitos factores em jogo como diz Gesimar. Tem de ter em conta que um ovo com uma alimentação normal ( sem ovo alimentar )   leva 3 dias a ser formado nos ovários.

Por fim, Marcelo complementou:

Só um aparte no texto do amigo CAPPAS, aqui em SP em Mogi Mirim as mandaçaias enxames médios  enchem 1 sobre ninho com 4 discos de +/- 200 crias ou 5 discos de crias de +/- 150 crias cada em +/- 15 dias anexo fotos com evolução desde inicio na base do sobre-ninho ate colocar na tampa a postura estas fotos em intervalo de 12 dias fez 4,5 discos com o clima atrapalhando (temperatura fria de inverno nos últimos 10 dias e choveu 6 dias seguidos). Na ultima foto da pra ver como fizeram bastante involucro pelo frio e chuva.

A partir dos dados apresentados acima construí alguns gráficos para ilustrar essa situação. A primeira figura mostra o ciclo de postura de uma colmeia média de Mandaçaia. Considerando os tempos médios de vida de embrião, abelha nova e campeira conforme a literatura sobre o tema, pode-se chegar ao valor médio de 10 dias entre a postura de um disco e outro. Ou seja depois de estabilizado o enxame, nascem abelhas de 10 em 10 dias.

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Figura 01 – Ciclo de 10 dias de um enxame médio.

Abaixo na figura 2 a simulação de uma divisão, vemos o gráfico de uma colônia mãe ao ceder discos para formar um enxame filho. Nesse caso o ciclo de 10 dias é interrompido e demora trinta dias para voltar a produzir abelhas novamente.

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Figura 02 – Gráfico que exemplifica o que acontece no ciclo de postura quando o enxame Mãe cede três discos.

Por fim, o que acontece com as campeiras no enxame mãe diante da situação. É fácil perceber que a perda dos discos implica em um primeiro estágio de 45 dias até as campeiras morrerem. Podemos dizer que nesse tempo inicial o enxame segue o ser curso estabilizado. No entanto, após os 45 dias o enxame fica sem abelha campeira, entrando em um estado crítico de 15 dias até estabilizar novamente.

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Figura 03 – Gráfico mostrando o ocorre com as campeiras no processo de divisão.

Ao analisar a situação acima “postura versus divisão” é possível perceber que devemos deixar o enxame mãe que cede três discos nascentes pelo menos dois meses de quarentena, cuidando com alimentação complementar e pelo menos uma revisão aos 40 dias e talvez outra aos 60 dias.

É preciso que fique claro que foi trabalhado no texto uma teoria com números médios e aproximações imprecisas, sem base científica, na prática, ocorrem muitas variações na vida de um enxame. Esse estudo serve para nortear o meliponicultor quanto ao manejo adequado e evitar o sofrimento ou perda dos enxames mais do que uma receita de bolo ou regra.

O interesse sobre a postura do enxame de Mandaçaia pode levar para muitas questões que não apenas essas apresentadas. Tomando esse pensamento como ponto de partida pode-se elaborar outras hipóteses sobre enxames novos, frutos de divisões, mas isso é assunto para um próximo post.

Registro do curso “A prática da Meliponicultura como hobby”.

O curso ocorreu no sábado dia 30/05/2015. O clima estava agradável e favorável para as demonstrações das espécies de abelhas nas dependências do meliponário.

A primeira parte do curso ocorreu de forma teórica explicando os principais conceitos sobre meliponicultura e mostrando como esse tipo de atividade pode ser benéfica para o ser humano. Como observou a participante Eunice “Criar abelhas sem ferrão só tem aspectos positivos”.

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O curso teórico foi dividido em: Apresentação Geral; Aspetos gerais dos Meliponíneos; Características das Espécies Jataí, Mandaçaia, Mandaguari e Uruçu Amarela, Técnicas de divisão de enxames; Tipos de caixas racionais; Como elaborar iscas e Pasto Apícola.

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Entre as dicas expostas, foi explicada em detalhes a técnica do Prof. Aidar que estabelece notas para possibilitar avaliação e divisão de enxames da espécie Mandaçaia. Também foi mostrado o mapeamento do entorno do meliponário com identificação dos hectares de Mata Nativa, cálculo da quantidade de enxames para manejo racional na região e Calendário do Pasto Apícola local.

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Depois da exposição teórica paramos para um pequeno intervalo para saborear o café da tarde. A segunda parte do curso foi prática, os participantes puderam observar os tipos de caixas racionais com demonstrações práticas, as colmeias na prateleira, examinar o interior das mesmas, presenciar as campeiras de um enxame forte de mandaçaia fazendo a defesa do ninho.

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Foi possível também demonstrar como montar caixa isca, como confeccionar propólis de Jataí e Mandaguarí e degustar o mel da abelha Mandaçaia (Melipona Quadrifasciata Anthidioides) e da Bugia (Melipona Mondury). O curso não foi apenas um monólogo, a discussão dos assuntos, o contato direto com as abelhas e equipamentos,  a observação das plantas, sementes, e iscas instaladas é algo que faz a diferença e torna a experiência completa. No final, foi oferecido aos participantes algumas mudas e sementes de plantas que atraem abelhas sem ferrão.

Abaixo, uma foto de uma Mandaçaia em uma flor de Margaridão no Meliponário.

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Para os próximos cursos foi preparado um formulário de cadastro e disponibilidade de datas para atender os que se interessam em conhecer melhor esses maravilhosos seres vivos.

Lembrando que o curso acontece sempre no sábado, em Vinhedo, com duração média de quatro horas e custo de 120$.

Mais detalhes sobre o próximo curso, acesse:

Curso: A prática da Meliponicultura como hobby.

 

As vagas são limitadas!

Abelhas Nativas Sem Ferrão que forrageiam no frio

Um frio intenso de inverno assolou Vinhedo nesse fim de julho de 2013. Como estava no fim das férias pude acompanhar o desempenho das minhas ASF de perto.

Presenciei no dia 25, por volta da 12h batendo nos 15 graus (com termômetro no local), algumas Mandaçaia saindo para forragear.

Enquanto isso, Jataí, Iraí, Mirim Guaçu e Uruçu Amarela Flavolineata quietas nas caixas.

A curiosidade foi a de perguntar se os colegas do grupo Abena conheciam outra espécie de ASF que tivesse resistência a esse tipo de variação climática como a Mandaçaia.

Elias, falou sobre a melípona Bicolor schenki – Guaraipo que também é muito resistente ao frio. “É nativa das regiões da Serra Gaúcha (segundo material que encontrei na net) e as minhas estão se desenvolvendo muito bem aqui. Sou de Caxias do Sul”.

Egon de Taió SC, disse que já observou Melíponas bicolor forrageando com 8 graus.

Laercio, mencionou que talvez a M. mondury (Tujuba) tenha comportamento semelhante a Mandaçaia, desde que a temperatura do ninho esteja correta. Mas alertou para o fato de que a Guaraipo (B. schenki) como dissera Egon, voa com muito frio mesmo, e talvez nenhuma espécie vença ela.

João Luiz, disse que a abelha que menos se importa com o frio dentre as que conhece é a uruçu capixaba. Enquanto que com a temperatura citada, só se observa algumas mandaçaias, guaraipos, as capixabas mantêm um movimento forte.

Mandaçaia quadrifaciata quadrifaciata

Em 30/05/2013 adquiri minha primeira abelha nativa sem ferrão grande. Ela
é a Mandaçaia Quadrifaciata Quadrifaciata (MQQ), da tribo Meliponini, -pois as abelhas que já possuo: Jataí, Iraí e Mirim são Trigonini.

A Mandaçaia é uma abelha muito bonita e pacifica, isso trás uma sensação muito interessante ao observar o enxame em atividade. Você fica parado em frente a caixa e consegue sentir o cheiro característico delas com um transito constante no seu entorno com aquele zum-zum constante sem que elas esbarrem em você.

Talvez isso tenha me motivado a fazer algumas fotos com a minha lente macro e registrar as primeiras impressões de um leigo sobre as Mandaçaias.

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Acima uma das primeiras Abelhas que ví saindo da caixa por volta das 8h da manhã.

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Aqui uma operária acertando a entrada com barro que foi danificada durante o transporte e a campeira voltando para o ninho.

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O comportamento acima de acordo com os colegas Winckler, Sidcley e Marcelo do grupo Abena faz parte da manutenção da umidade da caixa pois estão retirando água ou resto de xarope fermentado.

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Por fim, o olhar atento da guarda enquanto a campeira retorna com pólen ou resina.

Distância coberta pela abelhas Jataí

No livro Vida e criação de abelhas indígenas sem ferrão, de 1997, na página 89, Paulo Nogueria Neto constata que as operárias de JATAÍ (Tetragonisca angustula) cobrem uma distância de 500m.

Inspirado nessa temática, resolvi criar um infográfico baseado na imagem satélite do Google Maps marcando as distâncias em circunferências de raios de 100 em 100 metros do ponto de partida do Meliponário Tapajós, podendo assim avaliar a área percorrida por essas abelhas fora do meliponário.

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