Caixa para abelha Iraí (Nannotrigona Testaceicornis)

Caixa para abelha Iraí (Nannotrigona Testaceicornis)

Comecei a me interessar por abelhas pela espécie Iraí. Eu tinha uma colmeia no muro de casa justamente no lugar onde precisava embutir uma caixa de correio. Ao invés de queimar ou jogar a colmeia no mato como muitos fazem resolvi pesquisar sobre o assunto e coloquei a colmeia numa caixa rústica, depois pesquisei mais e fiz uma caixa melhor, o tempo passou estudei mais o assunto, tentei confeccionar caixas melhores, mas percebi que sem equipamentos e tempo para me dedicar a marcenaria não conseguiria elaborar boas caixas, foi então que resolvi comprar caixas de um profissional, assim a terceira caixa que transferi essa colmeia foi uma caixa comprada e muito bem confeccionada. Muito bem, o tempo passou fazia quase um ano que tinha a colmeia de Iraí numa caixa padrão INPA do mesmo modelo das que usadas para Jataí, mas uma coisa me incomodava, as abelhas não subiam os potes de mel para a Melgueira.

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Acima exemplo de melgueira INPA usada.

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Aqui o modo como as Iraís procedem para não subir para a melgueira, elas tampam os buracos de acesso com cera.

Levantei o assunto no grupo de discussão ABENA e Jean Locatelli sugeriu um modelo de caixa que fizesse com que as Iraís produzissem os potes de mel de modo organizado. A partir da sugestão do Jean elaborei alguns esboços e cheguei no modelo abaixo. A ideia consiste basicamente em criar uma câmara de entrada, que as Iraís tanto gostam, e deixar um espaço entre a porta do fim da câmara de entrada e os discos de cria para elas depositarem os potes de pólen e um espaço acima para que elas possam depositar os potes de mel separadamente dos discos de cria.

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Passei o esboço para o colega Pedro Ziti que fez um desenho técnico para que eu aprovasse as medidas.
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Após aprovar as medidas do projeto, Pedro confeccionou a caixa de modo modular, de modo que eu pudesse retirar a tampa da câmara de entrada ao menos no começo e pudesse verificar se a ideia daria certo. Abaixo temos a caixa sem a tampa da câmara de entrada e na sequência ela com a tampa de encaixe.

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A parte final foi transferir a colmeia para caixa (17/10/2013).

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Agora é esperar para ver se a ideia vai dar certo. O estudo continua, em breve coloco nesse mesmo post as fotos do desenvolvimento da colmeia na nova caixa.

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Pouco mais de dois meses depois (27/12/2013) da transferência da colmeia para a caixa nova podemos notar que os discos de cria encostaram na tampa enquanto os potes de mel não foram para o local projetado.

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Nesse detalhe percebe-se os potes de mel entre o ninho e a câmara de acesso mostrando que a parte acima da câmara não foi ocupado com os potes de mel conforme esperado.

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Por fim, um detalhe da câmara de entrada, que diferente do que imaginei não possui lamelas de cera ou túnel, apenas abelhas transitando livremente.