Educação Ambiental com Abelhas Nativas Sem Ferrão para crianças

Uma das frentes de trabalho do Meliponário são ações de educação ambiental por meio das Abelhas Nativas Sem Ferrão. O livro infantil “O Elo invisível” de autoria dos fundadores do Meliponário Tapajós é uma prova viva desse interesse.

Somos um casal de professores e essas ações são uma extensão natural do nosso trabalho cotidiano. Basicamente são eventos que podem ser formatados de acorda com a demanda, mas em geral oferecemos as seguintes atividades:
– Demonstração de enxames de Abelhas Nativas Sem Ferrão em caixa com visores;
–  Material didático demonstrativo para entender o funcionamento do enxame, produção de insumos e sua sociabilidade;
– Produtos para degustação como mel, polén e própolis;
– Contação de história do livro “O Elo Invisível”;
– Explicamos sobre o manejo das abelhas;
– Explicamos como ocorre a polinização e forrageamento, ou seja, como elas recolhem polén, água, resinas e barro do ambiente;
– Apresentação de plantas melíferas;
– Abordamos questões ecológicas pertinentes ao assunto;
– Atendimento de dúvidas dos professores e alunos.

Alguns cases

Colégio Objetivo

Em abril de 2018 participamos de uma feira de livros no colégio Objetivo de Valinhos-SP, apresentando as abelhas, insumos, plantas e falamos um pouco sobre o nosso livro para as crianças.



Imagem da ação realizada no Colégio Objetivo em Valinhos

É muito interessante perceber como as abelhas chamam a atenção e como as crianças e adultos são desinformados sobre nossas abelhas nativas: não conhecem a variedade de espécies, não sabem que o mel é diferente, que elas efetivamente não oferecem perigo pois não ferroam e também como se dá o processo de polinização e produção de insumos, o que toca numa questão pragmática, o conhecimento das espécies de plantas que ajudam as abelhas e a vida em geral.


Acima duas imagens do mesmo evento mostrando o interesse das crianças por esses insetos sociais.

 

Escola Bosque das Letras

Em 2017 fizemos uma ação educacional na escola de ensino fundamental Bosque das Letras em Jandira-SP. Ação incluiu apresentação das abelhas, a importância das abelhas na preservação ambiental, degustação de Mel e contação de histórias.


Apresentação de enxame de abelhas nativa sem ferrão em caixa didática dentro da sala de aula.


Contação de história


Acima a expectativa da criança para degustar mel direto do enxame na escola Bosque das Letras

 

Parque Taquaral em Campinas

Em 2018 participamos da Semana do Meio Ambiente de Campinas (Semeia 2018) organizado pela prefeitura de Campinas. Ficamos com um espaço no Parque Taquaral com o objetivo de apresentar as Abelhas Nativas Sem Ferrão para as pessoas no local. A ação teve apoio do departamento municipal de proteção e bem-estar animal.


Acima, no Parque Taquaral, em junho de 2018, explicando sobre a diferença entre as abelhas exóticas e as nativas enquanto a criança observa com o lupa um enxame de abelha Mirim em caixa didática.

 

Colégio Sant’Anna

Em 2018 fizemos uma ação educacional Colégio Sant’Anna em Vinhedo-SP. Ação incluiu uma palestra introdutória, apresentação das abelhas em caixas expositoras, debate sobre a importância das abelhas na preservação ambiental, degustação de Mel, polén e contação de histórias.


Acima, uma das turmas de alunos após a exposição.


Contação de história.


Apresentação da espécie Mirim Preguiça em caixa expositora com visor dos 4 lados.


Apresentação da espécie Jataí em caixa expositora.


Degustação de mel.

Caso tenha interesse em realizar uma ação educacional na sua escola ou comunidade entre em contato conosco, por e-mail: info arroba meliponario ponto com ou pelo formulário na página de contato.

Como começar a criar Abelhas Nativas Sem Ferrão (Meliponicultura) em São Paulo.

Principal diferença entre as abelhas e outros animais de estimação.
O passo inicial para começar a criar abelhas nativas sem ferrão é entender que esses insetos dependem de uma relação holística com o ambiente. Não é igual ter um peixe, um cachorro ou uma tartaruga. As abelhas saem da caixa racional todo dia em busca de provimento e se recolhem a noite. Essa dinâmica imprime uma importância substancial ao espaço no entorno do local (meliponário) onde ocorre a criação das espécies. É preciso avaliar os arredores se existem recursos como: água, árvores, terra e flores para oferecer suprimentos todos os dias do ano.

Preservação ambiental
Toda pessoa que pretende criar racionalmente abelhas nativas se torna um ativista da preservação e conservação ambiental por principio. Não adianta ter um bom jardim no quintal de casa e achar que vai resolver o problema de um enxame de abelhas, algumas espécies pequenas atingem um raio de 500m a partir do local do enxame. Um bom modo de avaliar isso numa dimensão macro é usando o Google Maps. Abaixo uma imagem do entorno do Meliponário Tapajós, em Vinhedo-SP.
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Local de criação
A determinação do local para criação das abelhas -chamado de meliponário, é o passo importante a se considerar. As espécies devem estar abrigadas da chuva, sol e ventos fortes. As caixas com abelhas podem ser organizadas em postes individuais ou coletivos. Também é preciso entender que o sol se movimenta durante as estações do ano, ou seja, um lugar que não pega sol no inverno pode pegar sol no verão e vice-versa. Uma vantagem de criar abelhas nativas sem ferrão é que elas são pouco defensivas e não oferecem risco por não possuirem ferrão (na verdade ele é atrofiado), nesse sentido é possível instalar os enxames próximos das pessoas e outros animais.

Seleção das espécies.
Como estamos situados no estado de São Paulo se torna mais fácil falar das especificidades do local onde criamos, se você não mora nesse estado é importante que procure se informar sobre as característica que vamos comentar a seguir de acordo com a sua realidade local.

Em São Paulo temos o Guia Ilustrado de abelhas da USP ( http://www.ib.usp.br/beesp/ ) que organiza as principais espécies do estado por nome popular e científico. Sugerimos selecionar as espécies a partir da condição de adaptação a vida urbana ou não. As espécies adaptadas a vida na cidade se acostumaram a nidificar em ocos de blocos em muros e outros lugares que não apenas ocos de árvores, portanto não existe a necessidade imediata de investimento em genética e em geral não existe a necessidade de suplementação alimentar, considerando que não se pretenda extrair insumos do enxame. Dentre as espécies adaptadas a vida urbana sugerimos as seguintes:
– Jataí;
– Mirins: Droryana, Preguiça, Guaçu e Saiqui.
– Iraí;
– Lambe Olhos;
– Mandaguarí;
– Manduri.
Entre as espécies que dependem de recursos naturais estabilizados como árvores de grande porte, nascente de água, terra e diversidade de espécies florais encontramos espécies como: Guaraipo, Mandaçaia, Uruçu-Amarela, entre outras.

A partir dessas questões iniciais é preciso conhecer as espécies de abelhas ao vivo, saber detalhes sobre manejo, comportamento, mas isso só é possível visitando um meliponicultor experiente ou fazendo um curso prático sobre meliponicultura. É muito complicado iniciar a criação sem antes ter essa experiência empírica. Um passo seguinte é entender o manejo a partir de três vertentes principais: Hobby, Preservação ou exploração de insumos. Mas isso é assunto para outro post.