Curso: Meliponicultura como hobby.

A criação de abelhas nativas sem ferrão como atividade de prazer e relaxamento nos tempos livres. Conheça a história das abelhas nativas e o comportamento dos enxames no ninho, fazendo a observação de nove espécies em caixa racionais com visores em um espaço planejado para facilitar essa experiência. Esse curso é realizado desde 2016 nesse formato, ajudando pessoas com os mais diversos perfis a iniciar na meliponicultura.


Acima um enxame da espécie Mirim Preguiça em caixa didática com visores.

Além disso, o curso proporciona a experiência de acompanhar a transferência ao vivo de um enxame para caixa racional, extração de própolis e mel. Você também fará a degustação exclusiva dos produtos extraídos. O curso é formatado com explanações teóricas e esclarecimento de dúvidas, pausa para café da tarde e demonstrações práticas nas instalações do Meliponário num formato parecido com workshop.


Demonstração de um enxame de Jataí capturado em isca.


Transferência de um enxame de Jataí capturado em isca para caixa racional.

O curso a prática de Meliponicultura como hobby pode ser feito por qualquer adulto, em qualquer idade, não exige pré-requisito ou proteção. A atividade inclusive contribui para preservar e ampliar os recursos naturais ao seu redor. Você pode manejar as abelhas nativas no campo ou na cidade e fixar as caixas para manejo próximo da circulação de pessoas e animais, como vai perceber durante o curso.

Venha passar uma tarde com as abelhas nativas sem ferrão!


O Meliponário possuí uma área externa com as caixas de abelhas em postes e uma área interna coberta com os enxames em prateleiras onde são recepcionados os participantes.

O curso é divido em dois eixos básicos, detalhados abaixo.

1) Parte teórica.

  • História e particularidades do Meliponário;
  • A importância das abelhas;
  • Comportamento das abelhas;
  • Dicas de manejo racional;
  • Como capturar enxames por meio de iscas;
  • Pasto apícola.
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Material didático incluso para acompanhar as principais informações no curso e referência para consultas futuras.

 2) Parte prática.

  • Transferência de enxame de Jataí capturado em isca para caixa racional;
  • Degustação de extrato de própolis;
  • Degustação de mel extraido ao vivo diretamente dos enxames;
  • Apresentação das espécies de abelhas do Meliponário;
  • Simulação de divisão de colmeia com caixa INPA;
  • Apresentação dos modelos de caixas: WF, INPA, Didática, Horizontal (baú),  Lassala e Moreira.

Assista o Clipe de apresentação do curso.


Anfitrião

Gustavo Lassala fundou o Meliponário Tapajós em 2013. A criação de abelhas nativas como hobby converteu-se em preocupação ambiental e motivo de muita dedicação, estudo e ativismo em prol desses insetos. Idealizou a Lei que trata da proteção das abelhas nativas no município de Vinhedo (SP), promulgada em 2017 e o livro infantil “O Elo invisível”, que apresenta às crianças a importância desses seres em nosso ecossistema. Em 2018, recebeu o Prêmio Destaque Ambiental pela Secretária do Meio Ambiente de Vinhedo pelo trabalho desenvolvido com as Abelhas Nativas na cidade. Gustavo é associado a AMESAMPA – Associação de Meliponicultores do Estado de São Paulo.


A data para o próximo evento é 08/12/2018, das 14h às 18h, em um local de fácil acesso, em Vinhedo-SP, no Meliponário Tapajós, com custo de R$150.

As vagas são limitadas!


Depoimentos espontâneos recebidos por e-mail.

“Gostaria de agradecer a excelente introdução à meliponicultura através do curso que você nos ministrou ontem, foi realmente muito prático e informativo”.
Silvio Romero / Jundiaí-SP

“Gostei bastante do curso, deu para aprender, esclarecer dúvidas e ver na pŕatica as abelhas, foi bem legal!!”
Eduardo Padovani / Piracicaba-SP

“Gostaria de agradeçer pelo ótimo curso. Foi bem legal ter esse primeiro contato com as Abelhas Sem Ferrão”.
Bruno Carettoni / São Paulo -SP

“Gostei tanto do curso, que hoje já tenho 5 espécies”.
Juarez Padovan / Jaú -SP

“Obrigado pela generosidade em nos receber em seu meliponário, pelo delicioso mel ofertado e por todas as dicas. Foi uma tarde deliciosa que passou voando”.
Marcelo Cunha / São Paulo – SP

“Agradeço a você pela recepção a mim e ao meu filho, pelo conhecimento demonstrado e dedicação as abelhas sem ferrão.”
Marcelo Bonfá / Campinas – SP


OBS. Não dispomos de espaço para acompanhantes.

 

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

 

1 – Cancelamento ou mudança de data por parte do curso:
– Se houver necessidade de cancelamento ou alteração de data por parte da organização do curso, aluno pode requerer 100% do valor da matrícula de volta ou usar de crédito para um mesmo curso numa data posterior.
2 – Desistência por parte do aluno:
– Caso o inscrito desista do curso em até 7 dias antes do curso a devolução da inscrição será integral ou poderá usar o crédito para o mesmo curso numa data posterior. Posterior a este período, e/ou na ausência do aluno sem comunicação prévia, não haverá a devolução dos valores pagos.

 

Como começar a criar Abelhas Nativas Sem Ferrão (Meliponicultura) em São Paulo.

Principal diferença entre as abelhas e outros animais de estimação.
O passo inicial para começar a criar abelhas nativas sem ferrão é entender que esses insetos dependem de uma relação holística com o ambiente. Não é igual ter um peixe, um cachorro ou uma tartaruga. As abelhas saem da caixa racional todo dia em busca de provimento e se recolhem a noite. Essa dinâmica imprime uma importância substancial ao espaço no entorno do local (meliponário) onde ocorre a criação das espécies. É preciso avaliar os arredores se existem recursos como: água, árvores, terra e flores para oferecer suprimentos todos os dias do ano.

Preservação ambiental
Toda pessoa que pretende criar racionalmente abelhas nativas se torna um ativista da preservação e conservação ambiental por principio. Não adianta ter um bom jardim no quintal de casa e achar que vai resolver o problema de um enxame de abelhas, algumas espécies pequenas atingem um raio de 500m a partir do local do enxame. Um bom modo de avaliar isso numa dimensão macro é usando o Google Maps. Abaixo uma imagem do entorno do Meliponário Tapajós, em Vinhedo-SP.
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Local de criação
A determinação do local para criação das abelhas -chamado de meliponário, é o passo importante a se considerar. As espécies devem estar abrigadas da chuva, sol e ventos fortes. As caixas com abelhas podem ser organizadas em postes individuais ou coletivos. Também é preciso entender que o sol se movimenta durante as estações do ano, ou seja, um lugar que não pega sol no inverno pode pegar sol no verão e vice-versa. Uma vantagem de criar abelhas nativas sem ferrão é que elas são pouco defensivas e não oferecem risco por não possuirem ferrão (na verdade ele é atrofiado), nesse sentido é possível instalar os enxames próximos das pessoas e outros animais.

Seleção das espécies.
Como estamos situados no estado de São Paulo se torna mais fácil falar das especificidades do local onde criamos, se você não mora nesse estado é importante que procure se informar sobre as característica que vamos comentar a seguir de acordo com a sua realidade local.

Em São Paulo temos o Guia Ilustrado de abelhas da USP ( http://www.ib.usp.br/beesp/ ) que organiza as principais espécies do estado por nome popular e científico. Sugerimos selecionar as espécies a partir da condição de adaptação a vida urbana ou não. As espécies adaptadas a vida na cidade se acostumaram a nidificar em ocos de blocos em muros e outros lugares que não apenas ocos de árvores, portanto não existe a necessidade imediata de investimento em genética e em geral não existe a necessidade de suplementação alimentar, considerando que não se pretenda extrair insumos do enxame. Dentre as espécies adaptadas a vida urbana sugerimos as seguintes:
– Jataí;
– Mirins: Droryana, Preguiça, Guaçu e Saiqui.
– Iraí;
– Lambe Olhos;
– Mandaguarí;
– Manduri.
Entre as espécies que dependem de recursos naturais estabilizados como árvores de grande porte, nascente de água, terra e diversidade de espécies florais encontramos espécies como: Guaraipo, Mandaçaia, Uruçu-Amarela, entre outras.

A partir dessas questões iniciais é preciso conhecer as espécies de abelhas ao vivo, saber detalhes sobre manejo, comportamento, mas isso só é possível visitando um meliponicultor experiente ou fazendo um curso prático sobre meliponicultura. É muito complicado iniciar a criação sem antes ter essa experiência empírica. Um passo seguinte é entender o manejo a partir de três vertentes principais: Hobby, Preservação ou exploração de insumos. Mas isso é assunto para outro post.